CDMP realiza mais um Curso APD

Durante dois dias a Câmara de Dirigentes Lojistas, localizada no Centro de São Luís, foi cenário de mais uma formação do curso Agente Popular de Direitos (APD), realizado pelo Centro de Defesa Pe. Marcos Passerini – CDMP, por meio do projeto Cidadanear.  O evento chega à primeira edição no ano de 2018, iniciou na quinta-feira (19), encerrou nesta sexta-feira (20) e teve como temas A História da Criança Brasileira; o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Sistema de Garantia de Direitos.

As atividades foram realizadas de forma sistemática, no qual exercícios específicos foram aplicados de acordo com cada temática. O primeiro momento foi da oficina A história de Criança Brasileira, onde foi feita uma releitura do contexto histórico na violação dos direitos de crianças e adolescentes através da maquete ilustrativa e desta vez teve uma nova informação, o espaço da roda dos expostos, que mostrou o local que recebia crianças abandonadas.  Os participantes puderam fazer uma leitura das imagens, expressar suas opiniões de forma dialogada e traçar um paralelo com situações da atualidade.

O Estatuto da Criança e do Adolescente foi apresentado pelo advogado e professor Francisco Lemos. Na oportunidade foram expostas as leis que seguram os direitos de crianças e adolescentes, além dos deveres e obrigações que os mesmos devem cumprir. Francisco ainda ressaltou as ferramentas do Sistema de Garantias de Direitos. “Ainda é um desafio falar sobre garantia de direitos, mas nos percebemos que há um avanço na compreensão e articulação  dessas mesmas garantias”, afirmou o professor.

A coordenadora do CDMP, Maria Ribeiro fez uma fala sobre o papel do Fórum DCA, um espaço democrático da sociedade civil voltado para a articulação e monitoramento de politicas públicas para os direitos de crianças e adolescentes.

Para a coordenadora do projeto Cidadenear, Zezé Bacelar, a cada curso aplicado, mais oportunidade de aprendizado e de mobilização social, possibilitando a quebra do isolamento em determinadas esferas da sociedade, despertando assim a busca de melhorias para a área da infância de forma articulada, para reverter o cenário de violação que ainda persiste. Para isso foi pensado uma metodologia que pudesse trabalhar conteúdos de forma dinâmica e lúdica.

“A participação dos envolvidos foi muito interessante, desde o primeiro momento, onde se fez a leitura de imagens da história da criança no Brasil, até a participação do grupo na apresentação do professor Francisco Lemos. O CDMP contribui assim para o empoderamento dos educadores e lideranças comunitárias, para que eles possam ser agentes de formação em suas comunidades de origem”, ressalta Zezé Bacelar.

Caroline ouviu sobre o curso inúmeras vezes, porem nunca teve a oportunidade de cursar. Agora, participando pela primeira vez, ela viu uma rica oportunidade de crescer no seu campo de atuação.

“Experiência abre horizontes para que possamos desenvolver algo novo em nossa comunidade e socializar esses conhecimentos a fim de fortalecer os laços e mudar a realidade social”, enfatiza Caroline Cunha, pesquisadora e orientadora social do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da Vila Luizão.

Em execução por pouco mais de uma década, o curso Agente Popular de Direitos trabalha com a linha pedagógica de capacitação na perspectiva de contribuir com a formação de agentes que trabalham na área infanto-juvenil em comunidades, espaços educacionais, de atendimentos e órgãos públicos.

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