CDMP discute temática juventude negra

O Centro de Defesa Pe. Marcos Passerini participou na última sexta-feira (25), da atividade da pesquisa diagnóstico da realidade da juventude negra no Maranhão. A reunião aconteceu na sala de treinamento do Instituto Maranhense de Educação, Pesquisa, Extensão e Cultura – IMEPEC, localizada no Centro de São Luís, e contou com participações de vários órgãos públicos e organizações da sociedade civil ligados à área da infância e juventude.

O diagnóstico da realidade da juventude negra esta sendo executado pelo Instituto Maranhense de Educação, Pesquisa, Extensão e Cultura (Imepec) e atua em nove municípios maranhenses, sendo estes: Açailândia, Bacabal, Caxias, Codó, Imperatriz, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, São Luís e Timon. Para isso foram criados grupos focais em cada cidade e através de aplicação de questionários com públicos que vão de gestores de juventude, lideranças comunitárias, políticas e militantes jovens de movimentos sociais, a pesquisa pretende conhecer melhor a realidade da juventude negra, afim de trabalhar métodos que possam trazer melhorias para o público em questão.

O grupo focal da capital maranhense é composto por secretarias municipais e estaduais, e também organizações da sociedade civil, como o CDMP, o Centro de Cultura Negra do Maranhão- CCN, o Grupo de Dança Afro Malungos -GDAM, dentre outros. Na atividade, foram discutidos temas que pautam a pesquisa, além de uma breve analise do cenário atual da juventude negra, para que os atores que participam diretamente na pesquisa estejam subsidiados e conectados com as instituições que atuam na área da infância e juventude em São Luís.

O centro de Defesa foi representado pelo sócio colaborador Deilson Louzeiro, segundo ele o momento foi oportuno e importante. “A metodologia da pesquisa é bem interessante porque além dos estudos de dados bibliográficos e de campo, dialoga diretamente com vários atores que atuam com as problemáticas que afetam os jovens, sobretudo os jovens negros de nosso estado, como é o caso do Centro de Defesa e outras organizações da área”, afirma Deilson. O militante ainda destaca que atividades como essa pode trazer outras temáticas, ajudando e muito a causa. “Creio que ações dessa natureza reforçam o nosso papel no controle social e de proposição de políticas púbicas que possam enfrentar a discriminação e o extermínio da juventude negra no Maranhão. Ao final da pesquisa, penso que todos devemos nos apropriar dos dados e apresentarmos ao poder público a fim de sejam adotadas ações governamentais de garantam qualidade de vida para a juventude de modo geral, em especial os negros e negras”, finaliza.

Outras reuniões com o mesmo foco vão acontecer até o fim da pesquisa, que tem previsão de conclusão ainda no primeiro semestre de 2019.

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